
Voava pelos campos a pequena Joaninha,
Solta... Leve... Graciosa e sem tumultos.
Aqui se inebriava com o perfume de uma violeta,
ali desfolhava um - malmequer - bem me quer campestre.
Acolá saboreava uma maçã camoesa.
(Era uma infância quase perfeita)
De repente, foi apanhada por um remoinho
que a transportou pelos ares instáveis
e alucinantes... Depois deste rodopio,
pousou numa amena clareira
rodeada de pequenas árvores: frescas e belas!
Brincou com elas - alegrou-se - e o tempo passou-se...
Quando deu por isso, as árvores tinham crescido.
A clareira adensou-se... E o sol tinha-se ido...
Às vezes, ele aparecia por entre um galho, mas depois desaparecia.
O tempo urgia... E a Joaninha ensandecia…
Queria voltar à planície... Procurava uma brecha
mas a floresta era espessa!
Ficou presa nos galhos e só... Observava o Sol aos retalhos.
Esmorecia... Depois reflectia... Ensaiava um sorriso
- parecia que estava a perder o juízo -
e assim, anoitecia e amanhecia... Até que um dia,
surgiu o raio de uma trovoada que explodiu...
Apagou-se a luz - o PC finou-se - e
acabou-se a história infeliz
e sem glória!
A:CamilaSB
2010 (imagem retirada da web)





